• Dirigida por Flávia Lopes, peça utiliza formas animadas, máscaras, bonecos, objetos manipulados, projeções e luz negra para abordar o tema de forma delicada.
Rio de Janeiro, 06 de março de 2020- O Oi Futuro apresenta a estreia do infantojuvenil Lupita, que ficará em cartaz de 29 de fevereiro a 12 de abril, com sessões aos sábados e domingos, sempre às 16h. Com dramaturgia e direção de Flávia Lopes, o espetáculo de formas animadas se utiliza de máscaras, bonecos, objetos manipulados, projeções e luz negra, interagindo com as linguagens do teatro, da palhaçaria, da música e da poesia para falar do tema mais misterioso da vida: a morte.
“Lupita é uma história sobre o amor. A minha motivação nasceu do meu olhar sobre a própria vida, das perdas que vi e vivi. Da dificuldade em ver adultos lidando com situações de dores e perdas com suas crianças. Como artista e professora de teatro, é importante poder criar um espetáculo teatral que me atravesse e possa exercer em cena um tema tão delicado. ‘A vida tem dessas coisas’ e é sobre essas coisas que precisamos falar”, afirma Flávia Lopes.
Em um México imaginário, a menina Lupita, de 10 anos, faz parte de uma família muito parecida com tantas outras famílias. Ela vive com a sua mãe e seu avô, que também é o seu melhor amigo. Lupita adora ouvir as histórias dele, principalmente de quando ele era bem pequeno do tamanho de um botão que cabe na palma da mão. Com seu avô, ela aprendeu a ouvir e contar histórias. Aprendeu também que tudo é música, até o silêncio, e que nada é impossível para quem tem imaginação. A sua jornada começa com a tradicional festa do Dia Dos Mortos, que acontece todos os anos no Vilarejo de San Miguel del Corazon, mas que aquele ano seria diferente e mais especial por ser o primeiro ano da partida de seu avô. A encenação é uma viagem pela memória de Lupita com seu avô e suas aventuras. O público torna-se cúmplice da menina que conta e vive suas lembranças entre presente e passado.
Antes de virar passarinho, o avô de Lupita a presenteia com um livro em branco para que ela escreva suas próprias histórias a partir de sua memória e imaginação. Dito e feito, a menina desenha uma mirabolante rota de fuga para escapar com seu avô na tentativa de evitar que a Dona Muerte dançasse com ele durante os festejos do Dia dos Mortos.
Não foi possível evitar o inevitável, mas para aceitar o desejo de seu avô de seguir o curso da vida, foram necessárias muitas folhas para que a pequena heroína descobrisse que o amor nunca morre e que ela e seu avô estarão unidos para sempre nas memórias e nas histórias que viveram juntos.
“Tivemos como inspiração o programa do Chaves\Chapolin, as novelas mexicanas, os contos e lendas indígenas mexicanos, as músicas e as obras de artistas como Frida Kahlo e do artesão Pedro Liñares Lópes, que criou os folclóricos alebrijes. Além disso, nos consultamos com a pedagoga Alessandra Gracio, professora de educação infantil no México, e também conversamos com famílias mexicanas”, destaca Flávia, que também assina a criação das máscaras ao lado de Marise Nogueira e Maria Adélia.
O espetáculo é realizado por meio do patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Lei estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro e da Oi, com apoio cultural do Oi Futuro.
Sobre Flávia Lopes (Diretora)
A atriz e diretora fundou e integrou as cias, Os Sanzussô – Povo de Teatro, a Cia. Dos Bondrés e o Atelier Gravulo e exerce suas pesquisas na linguagem de Teatro de Formas Animadas, Palhaçaria, Bufonaria e Comicidade. Durante sua carreira trilhou um importante caminho no teatro infantojuvenil com alguns trabalhos de destaque na cena teatral, entre eles: “Leonardo – O Pequeno Gênio Da Vinci”, onde está também como atriz (Prêmio Zilka Sallaberry 2011 de Melhor Espetáculo, Melhor Texto, Melhor Direção e Melhor Ator e indicações para Melhor Figurino e Cenário), “OIKOS” da Cia. dos Bondrés, indicado pelos Prêmios Zilka Sallaberry de Melhor texto, Melhor Espetáculo, Melhor Figurino e Cenário, Melhor iluminação, Melhor Ator e CBTIJ (Pela Pesquisa e linguagem com as máscaras e Melhor Coletivo de Atores e Atrizes) onde atua como atriz e é colaboradora dramatúrgica junto à Cia, assinou a direção de “Um Sonho Para Méliès”, com patrocínio da Oi a peça concorreu com 5 Indicações pelo Prêmio CBTIJ de Teatro e 2 Indicações pelo Prêmio Botequim Cultural, e “A História das Histórias” que em 2017 foi contemplado pelo edital 'Plateias Hospitalares‘ do Doutores da Alegria e estreou com grande sucesso de público no SESC Tijuca.
Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos o potencial dos indivíduos e das redes para a construção de um presente com mais inclusão e diversidade.
Na Cultura, o instituto mantém o Centro Cultural Oi Futuro, com uma programação que valoriza a produção de vanguarda e a convergência entre arte contemporânea e tecnologia e também abriga o Museu das Telecomunicações, pioneiro no uso da interatividade no Brasil e com um acervo de mais de 130 mil itens que contam a história do setor no país. O Oi Futuro gerencia há 16 anos o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, abrigado no Lab Oi Futuro, no Rio de Janeiro, e o Oi Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.
Ficha Técnica
Dramaturgia e Direção: Flávia Lopes
Direção Musical: Karina Neves e Jonas Hocherman
Assistente de direção: Tatiane Santoro
Atuação: Aline Marosa, Caio Passos, Gabrielly Vianna, Marcio Nascimento, Maria Adélia e Marise Nogueira
Cenário e figurinos: Carlos Alberto Nunes
Cenógrafa e figurinista assistente: Arlete Rua
Estagiária de figurino e adereços: Duda Costa
Estagiária de cenografia e adereços: Letty Lessa.
Costureiras: Carla Costa e Meraki Ateliê.
Cenotécnico: Marcos Souza
Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
Estrutura de bonecos: Márcio Newsland
Finalização de bonecos: Maria Adélia.
Máscaras: Flávia Lopes, Maria Adélia e Marise Nogueira
Preparação vocal: Verônica Machado.
Videografismo: Guilherme Fernandes
Perucas: Mona Magalhães
Designer gráfico: Guilherme Fernandes
Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues – Aquela Que divulga.
Mídias Sociais: Guilherme Fernandes.
Fotógrafo: Rodrigo Menezes
Produção executiva: Fernando Queiroz
Direção de Produção: Pagu Produções Culturais
Serviço
Temporada: 29/2 a 12/4.
Local: Centro Cultural Oi Futuro
Dia| Hora: Sábado e Domingo às 16h
Endereço: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo
Valor: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia)
Classificação: Livre
Telefone: 3131-3060
Oi Futuro apresenta o espetáculo infantojuvenil “Lupita”, que usa referências mexicanas para falar da morte
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