O GRUPO HOMBU COMEMORA 30 ANOS DE TEATRO INFANTO-JUVENIL NO OI FUTURO

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O GRUPO HOMBU COMEMORA 30 ANOS DE TEATRO INFANTO-JUVENIL NO OI FUTURO

Umas das principais referências do teatro infanto-juvenil brasileiro, o grupo Hombu – que na língua dos índios Kraós, que habitam a região setentrional de Goiás, significa olhe pra nós - completa 30 anos em 2007. E a festa programada faz jus à sua importância. No Oi Futuro, de outubro a dezembro, sempre aos sábados e domingos, a trupe celebra a data com apresentação de quatro peças infantis que marcaram sua história e lançamento de um livro que comemora as três décadas de atuação e registra, pela primeira vez, a história do grupo e de suas montagens para além da efemeridade da peça teatral. E a festa continua em janeiro com ciclo de leituras dramatizadas e musicadas da obra de João Guimarães Rosa, para espectadores a partir dos 14 anos. O Hombu iniciava, há três décadas atrás, seus espetáculos teatrais desenvolvendo uma linguagem própria que lhe rendeu vários prêmios e reconhecimento de público, crítica, educadores e instituições da área social. Esse modo de ver e exercitar o fazer artístico se espelha, antes de tudo, nas brincadeiras e “artes” da criança, onde cabe tudo o que cerca (abrange), sem cerca (prisão). A educadora e escritora Fanny Abramovitch escreveu: “Um raro nome - HOMBU - para um raro grupo. Tem nos presenteado com o que há de bonito, poético, envolvente, novo (não novidadeiro), harmônico. Que tem crescido como grupo e tem permitido que seus espectadores (tenham a idade que tiverem) saiam também crescidos após assistirem algumas das belezas que nos apresentam”. Programação Espetáculos:A festa começa com a apresentação de quatro peças infantis consagradas: - Os Diferentes - dias 27 e 28 de outubro e 03 e 04 de novembro - baseado em textos de Carlos Drummond de Andrade; - Ou Isto ou Aquilo – dias 10, 11, 17 e 18 de novembro - baseado em poemas de Cecília Meirelles;- A Zeropéia - dias 24 e 25 de novembro e 01 e 02 de dezembro – adaptação do livro de Herbert de Souza (Betinho)- Fala Palhaço - dias 08, 09, 15 e 16 de dezembro - com a participação de Silvia Aderne, uma das fundadoras do grupo, que atualmente integra o Cirque du Soleil e virá ao Brasil especialmente para o evento. Ciclo de leituras: Em janeiro, iniciam-se quatro leituras dramatizadas e musicadas da obra de Guimarães Rosa. São elas As Crianças na obra de João Guimarães Rosa, As Veredas Femininas do Grande Sertão, O Julgamento de Zé Bebelo e O Sertão é o Mundo. O grupo vem traduzindo para o imaginário lúdico a obra do autor mineiro desde 2004, quando criaram o Núcleo de Estudos Guimarães Rosa, com o objetivo de pesquisar e estudar literatura, iniciando com a obra de Rosa e posteriormente ampliando para outros autores brasileiros. A história: Formado por atores, músicos e educadores que, desde sua criação, em 1977, têm se dedicado ao teatro para crianças e jovens, o Hombu tem como preocupação essencial o cuidado com o texto, música e plasticidade de seus espetáculos. O viés educacional, premissa maior, aparece no palco com graça e leveza, num intercâmbio criativo da literatura com as artes cênicas. Nesses 30 anos, tem acumulado prêmios significativos (Molière, Mambembe, Coca-Cola, SNT, entre outros) e viajado para outros países (França, Itália, Portugal, Inglaterra e Estados Unidos), participando de festivais, mostras e encontros internacionais de teatro para a infância e juventude, entre eles o conceituado RITEJ - Rencontres Internationales Theatres Enfance Jeunesse. A sede do grupo, a Casa Hombu, cedida pelo governo, situa-se na Lapa (Rio de Janeiro). Lá, os 22 artistas (que em sua maioria cantam, dançam e atuam) criam e ensaiam os espetáculos. Nos planos do grupo, está a reforma completa da sede, que ampliará suas atividades para teatro, música, biblioteca e videoteca. Programação completa Espetáculos Os Diferentes - 27 e 28 de outubro e 03 e 04 de novembroTexto: Carlos Drumond de AndradeAdaptação: Grupo Hombu Diretor convidado: Dudu Sandroni Músicas: Ronaldo Mota, Cristiano Mota e Beto Coimbra Direção Musical: David Tygel Cenário e figurinos: Carlos Alberto NunesDesenho de luz: Jorginho de Carvalho Elenco: Leninha Pires, Thais Tedesco, Mouhamed Harfouch, Ronaldo Mota e Carlos Bernardo Era uma vez Carlos Drummond de Andrade, numa rua que começa em Itabira e vai dar em qualquer ponto da terra, que vai dar no coração da gente. O Grupo Hombu apresenta essa viagem e convida a todos para embarcar nesse trem: o maior trem do mundo, que transporta e conta estórias para gente de todas as idades, de qualquer tempo. Meu Santo Antônio de Itabira ensine-me um verso que fale de crianças, que nos ensine a senha da vida, a senha do mundo. A palavra mágica de Drummond, sua linguagem na superfície estrelada de letras, tua, de Drummond, nossa linpin-guapá-gempém. Ou Isto ou Aquilo – 10, 11, 17 e 18 de novembro Poesias: Cecília MeirelesAdaptação: Grupo HombuElenco: Leninha Pires, Thelma Nascimento, Isadora Medella, Beto Coimbra e Ronaldo MotaMúsicas: Beto Coimbra e Caique Botkay Direção Musical: Ian Guest Cenários, adereços e figurinos: Carlos Veiga e Grupo HombuDesenho de luz: Jorginho de Carvalho Bola-de-gude, peão, roda, amarelinha e esconde-esconde, são apenas algumas das brincadeiras resgatadas neste espetáculo, que substituem a tecnologia pela sonoridade poética dos versos de Jogo de Bola, A Lua é do Raul, O Último Andar, Vestido de Laura, escolhidos entre vinte e quatro outros poemas selecionados do belo livro Ou Isto ou Aquilo, de Cecília Meireles, título também desse espetáculo.Tudo isso vem através das lembranças de Marina e Mariana, as duas velhinhas do poema de Cecília, e com elas podemos percorrer uma ponte que vai dar na infância lúdica ainda tão viva e presente em seus pensamentos e emoções. Que mesmo à distância, tanto a infância quanto a velhice são tempos que se harmonizam. Que isto ou aquilo fazem parte de um tempo só. De uma vida só. A Zeropéia - 24 e 25 de novembro e 01 e 02 de dezembro Adaptação do livro A Zeropéia - Herbert de Souza (Betinho)Elenco: Walkyria Alves, Thelma Nascimento, Isadora Medella, Isabel Penoni, Roberto Wagner, Ronaldo Mota, Mouhamed Harfouch e Daniel FernandesDireção, adaptação e cenografia: Ilo KrugliMúsicas: Ronaldo Mota, Beto Coimbra e Cristiano MotaFigurinos: Biza ViannaDesenho de luz: Eduardo Salino A Zeropéia é uma centopéia que, de tanto escutar os conselhos de animais ”amigos”, acaba por se ver sem perna alguma. A barata diz: “Cem patinhas! Pra que tantas? Apenas seis eu tenho e vivo muito bem! É só amarrar noventa e quatro patinhas, tão simples!”. O boi diz: “Só tenho quatro, sou forte e todo mundo me admira!”. O macaco afirma: “é só ter duas patas e sair pulando por aí. Temos que ter agilidade nessa vida”. Já a cobra garante: “Não vê como eu corro, ataco, meto medo, e sempre foi assim, desde a criação do mundo. Amarre as duas que faltam... seja felizzzzzz...”. E nossa personagem amarra-se em suas cem patas e vai sentindo, com alguma dor, que precisa desatar-se dos cem nós que lhe impedem de andar. Nessa “desamarração”, Betinho focaliza com humor e delicadeza o respeito às diferenças e verdade de cada um. A Zeropéia é agora novamente uma centopéia e descobre sua maior virtude e singularidade: muitos pés para muitos caminhos. Fala Palhaço – 08, 09, 15 e 16 de dezembro Texto, direção e figurino: Grupo HombuMúsicas: Beto Coimbra e Caique BotkayAdereços: Luiz Saragiotto e Grupo HombuExecução de cenários e figurinos: Grupo Hombu, Tânia Dias, Isa Aderne e Ângela FreibergDesenho de luz: Jorginho de CarvalhoElenco: Silvia Aderne, Beto Coimbra, Leninha Pires, Arnaldo Marques e Emanoel Santos Com texto original, utilizando ditos e expressões populares que vão escapulindo da boca de uma divertida família (Trepa-trepa, Cadaum, Lambefogo, Comecome e Paiaço), FALA PALHAÇO começa com uma função terminando e o público chegando. O espetáculo se resume num dia na vida dessa família circense e já no início se constata que vida de palhaço é fogo!Essa família faz das tripas coração, dá nó em pingo d’água e tenta roubar a cena da tristeza como qualquer família de baixa renda. A trama se desenvolve na busca de como sobreviver a uma crise econômica, que está deixando o circo na “lona”. Ciclo de Leituras dramatizadas e musicadas da obra de Guimarães RosaCoordenação: Cristiano MotaDireção: Cláudio MendesMúsicas: Ronaldo Mota e Cristiano Mota As crianças na obra de João Guimarães RosaCom Cláudio Mendes, Cristiano Mota, Thelma Nascimento e Ronaldo Mota. O mundo sertanejo visitado a partir do os diversos olhares da infância: “a menina de lá” que realiza pequenos milagres; Miguilim, menino míope que descobre o mundo na vereda de um outro olhar; As Margens da Alegria no olhar do Menino; Guirigó e o abandono das infâncias sertanejas. As Veredas Femininas do Grande Sertão Com Isadora Medella, Walkyria Alves, Daniele Ramalho, Mariana Mac Niven, Letícia Medella, Thelma Nascimento. O eterno feminino é um tema que navega pelas altas literaturas; em Goethe, Dante, Shakespeare, Guimarães Rosa. Diadorim é a grande síntese do feminino na obra de Rosa. É a rosa do Rosa. Anima, flor, música, passarinho, canto de guerra e amor. O Julgamento de Zé Bebelo Com Beto Coimbra, Ronaldo Mota, Cristiano Mota, Augusto Madeira, Carlos Bernardo, Cláudio Mendes, Mariana Mac Niven, Emanoel Santos e Edmilson Santini. Um tribunal caboclo sertanejo com a participação de vários personagens: os jurados Hermógenes, Sô Candelário, Ricardão, Titão Passos, João Goanhá; o juiz Joca Ramiro; a voz dos jagunços Riobaldo, Dosmo, Gú, Diadorim e o réu Zé Bebelo. O Sertão É o MundoCom Cristiano Mota, Cláudio Mendes, Ronaldo Mota, Daniel Fernandes, Pedro Rocha e Augusto Madeira. Síntese de alguns dos mais belos e importantes textos de Rosa extraídos de Sagarana, Corpo de Baile, Tutaméia e Grande Sertão: Veredas. Serviço: Grupo Hombu – 30 anosEstréia: 27 de outubro, sábadoTemporada: de outubro a dezembro de 2007Local: Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63 – Tel. 3131-3060)Horário: 16hsPreço: R$ 5,00Capacidade: 84 lugaresCensura (peças infantis): livreLeituras (em janeiro): a partir dos 14 anos