Receita “core” da Nova Oi cresce 10% impulsionada pela fibra e mercado corporativo, em contraste à forte queda da receita legada

A Oi fechou o segundo trimestre deste ano com um crescimento anual da receita core da companhia (excluindo receitas legadas) de 10,5%, resultado de um avanço de 15,3% na receita da Oi Fibra, que manteve ritmo de expansão de dois dígitos na comparação com igual período do ano passado, e de 2,8% na de Oi Soluções no mesmo período. A receita líquida total apresentou pequena variação negativa, de 3,1%, devido à forte queda da receita de operações legadas (baseadas no STFC), de mais de 50%.

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Receita “core” da Nova Oi cresce 10% impulsionada pela fibra e mercado corporativo, em contraste à forte queda da receita legada
  • Caixa da companhia cresce 41% com menos desembolsos na RJ e ingresso de financiamento DIP
  • Oi Fibra e Oi Soluções aumentam receita em 15% e 2,8% no trimestre

 

A Oi fechou o segundo trimestre deste ano com um crescimento anual da receita core da companhia (excluindo receitas legadas) de 10,5%, resultado de um avanço de 15,3% na receita da Oi Fibra, que manteve ritmo de expansão de dois dígitos na comparação com igual período do ano passado, e de 2,8% na de Oi Soluções no mesmo período. A receita líquida total apresentou pequena variação negativa, de 3,1%, devido à forte queda da receita de operações legadas (baseadas no STFC), de mais de 50%. No trimestre, o total de casas conectadas com fibra atingiu mais 60 mil novos acessos. Com foco maior na qualidade dos processos comerciais,  campanhas intensivas e lançamento de novo portfólio para a Oi Fibra, a Oi registrou ainda uma melhora no churn (desconexão de clientes), além de uma adição de clientes em planos de maior valor. Os números foram apresentados no balanço do segundo trimestre da companhia divulgado hoje ao mercado.

“Registramos avanço nos nossos principais indicadores tanto em fibra como no B2B e vemos que seguimos nossa tendência de crescimento, segmentando as ofertas de fibra com preços competitivos, com soluções  projetadas para atender necessidades específicas de clientes corporativos, com serviços exclusivos (monitoramento e atendimento) e  novas velocidades. Isso nos ajuda a compensar quase que totalmente o grande impacto causado pela continuada e acentuada queda das receitas baseadas no STFC, que como temos dito, precisa ser equacionado como parte dos esforços de solução da concessão. É importante também ressaltar que mantivemos nossa disciplina financeira, fazendo ajustes finos e ampliando nossa eficiência tanto no lado dos custos operacionais como nos investimentos”, destacou o CEO da companhia Rodrigo  Abreu.

A Oi encerrou o trimestre com caixa consolidado de R$2,6 bilhões, um crescimento de 41% em relação ao trimestre anterior. Os números refletem, em parte,  a retenção de pagamentos pelo processo da recuperação judicial, além de menores desembolsos com pessoal, e também foi positivamente impactado pelo ingresso dos recursos do financiamento DIP junto a um grupo de credores. O resultado do caixa só não foi melhor por conta do gasto em aluguel de infraestrutura para concessão, que somou R$193 milhões no trimestre, e pelo passivo referente aos contratos de satélites, que teve despesa total de R$136 milhões no trimestre.

Apesar do desafio de uma segunda Recuperação Judicial, a Oi  vem conseguindo apresentar avanços de eficiência operacional, com redução de custos e de investimentos, que somados tiveram queda anual de 32,4% no trimestre.  O Opex de rotina totalizou R$2,3 bilhões, com  reduções de 2,1% na comparação anual, e de 0,3% na comparação trimestre contra trimestre.  Boa parte desse desempenho é explicado pelas ações de eficiência implementadas pela companhia ao longo dos últimos trimestres, incluindo a adequação da estrutura organizacional, com objetivo de atender de forma ágil a crescente demanda por serviços digitais no país.

Já os investimentos totalizaram R$263 milhões no segundo trimestre do ano, com as operações core concentrando mais de 80% deste volume total.  A queda no investimento frente ao ano anterior, está associada ao novo  modelo operacional na fibra, a saída do segmento de telefonia móvel, e das melhorias contínuas no modelo de alocação de investimentos mais eficiente.

A Oi Soluções, provedora de soluções digitais para o mercado corporativo, totalizou receita líquida de R$705 milhões no segundo trimestre, crescendo 2,8% na comparação anual. Os serviços de TI compõem 24,3% da receita das operações voltadas ao segmento B2B e o crescimento da linha promoveu mais um trimestre de crescimento anual na unidade de negócio. A atuação da Oi Soluções está concentrada nas áreas de Tecnologias de rede; Segurança; Serviços gerenciados; Cloud; e  Produtos Digitais, entre outros. Neste trimestre, o crescimento das aplicações de TI no mix de receita teve forte contribuição, principalmente, dos serviços de comunicação unificada e colaboração, que dobraram sua relevância na comparação anual, além da forte aceleração de serviços de IoT e Cloud.

Em relação à Recuperação Judicial, a companhia ainda enfrenta uma negociação com os credores financeiros, mas conseguiu receber no segundo trimestre a primeira tranche do empréstimo DIP (debtor-in-possession) no montante de US$ 200 milhões. “Este primeiro aporte  reforçou nossa posição de caixa, e seguimos trabalhando para que possamos apresentar os termos definitivos de nosso plano de recuperação, em função das negociações em curso com os diversos credores“, explicou Abreu.