OI TEM EXPANSÃO RECORDE NO PRIMEIRO SEMESTRE

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OI TEM EXPANSÃO RECORDE NO PRIMEIRO SEMESTRE

Rio de Janeiro, 31 de julho de 2008 – A Oi (Tele Norte Leste Participações) encerrou o primeiro semestre deste ano com receita bruta consolidada de R$ 13,2 bilhões, 6,7% superior à de igual período do ano passado. A receita líquida subiu 5,8%, para R$ 9,2 bilhões, e o lucro líquido foi de R$ 734 milhões, 9,4% inferior ao do primeiro semestre de 2007. Os números incluem os resultados da Amazônia Celular, cuja aquisição foi concluída em abril.

O recuo do lucro líquido se deveu, principalmente, a despesas extraordinárias no valor de R$ 333 milhões objetivando a extinção de litígios judiciais envolvendo a BrT, bem como a contratação de consultorias e assessorias jurídicas para viabilizar a compra dessa empresa. A compra da BrT pela Oi ainda depende de alteração no Plano Geral de Outorgas (PGO) e aprovação da Anatel.

A Oi terminou o semestre com o maior volume de adições de clientes já efetuado em um período de seis meses. De janeiro a junho, a companhia conquistou 4,3 milhões de novos usuários, a melhor marca semestral desde sua criação, em 1998. O recorde ocorre mesmo se desconsiderados os cerca de 1,5 milhão de clientes incorporados com a aquisição da Amazônia Celular.

No fim do primeiro semestre, a Oi contabilizava cerca de 36 milhões de usuários, sendo 13,9 milhões em telefonia fixa; 20,3 milhões em telefonia móvel; 1,8 milhão em banda larga (sendo 1,751 milhão do serviço de ADSL Oi Velox e 53 mil da Oi TV), e 59 mil em TV assinatura na Oi TV.

Em relação a junho do ano passado, a base de clientes aumentou 23%, com destaque para os serviços de banda larga e telefonia móvel, que tiveram expansão de, respectivamente, 42,5% e 48,9%.

– Continuamos conciliando forte desempenho operacional com bons resultados financeiros. Isso se evidencia, por exemplo, em nossa performance na telefonia móvel, em que tivemos margem Ebitda recorde no primeiro semestre e fomos a única das quatro maiores empresas que ampliou sua participação de mercado em nível nacional, mesmo atuando apenas em 16 estados – afirmou o Diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, José Luís Salazar.

Segundo dados da Anatel, de janeiro a junho, a Oi aumentou de 13,2% para 15,2% sua participação no mercado nacional de telefonia móvel, incluindo os clientes da Amazônia Celular. Considerando apenas a área de atuação da Oi (Região I, formada por 16 estados das regiões Sudeste, Nordeste e Norte), a companhia ampliou sua liderança e chegou ao fim de junho com 30,7% de market share (ante 26,9% de dezembro). Do total de clientes de telefonia móvel no fim do semestre, 84% estavam no segmento pré-pago e 16% no pós-pago.

– Este desempenho reflete o sucesso do nosso posicionamento focado em serviços e em ofertas convergentes que geram conveniência e economia para os consumidores – acrescentou Salazar.

Ebitda – O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações) consolidado atingiu R$ 2,960 bilhões, recuo de 2,8% em relação ao primeiro semestre do ano passado. Este resultado, contudo, foi afetado por despesas extraordinárias no valor de R$ 333 milhões que incidiram sobre as despesas totais da companhia. Desconsiderando esses efeitos, o Ebitda do primeiro semestre teria atingido R$ 3,293 bilhões, 8,1% superior ao dos primeiros seis meses de 2007. A margem Ebitda recorrente passou de 35,1% para 35,9%.

Investimentos – No primeiro semestre deste ano, os investimentos da empresa totalizaram R$ 2,4 bilhões e com isso superaram todo o montante desembolsado no ano passado (R$ 2,3 bilhões). Para o ano, a Oi elevou sua previsão de investimentos, de R$ 4 bilhões para R$ 4,5 bilhões.

Do montante desembolsado até junho, a telefonia móvel respondeu por 57%, o equivalente a aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Os recursos foram destinados principalmente à implementação da rede de terceira geração (3G) e à entrada no mercado de São Paulo, prevista para este semestre, tanto em segunda como em terceira gerações. Além disso, a companhia efetuou o registro contábil dos R$ 867 milhões referentes às licenças de 3G, cujo contrato foi assinado em abril.

Endividamento – Ao fim de junho, a dívida líquida da empresa totalizava R$ 5,7 bilhões. O montante é 43% superior ao de junho de 2007 e equivale a cerca de 88,8% do Ebitda acumulado em doze meses. O aumento se deveu a uma série de desembolsos, entre os quais se destacam: a aquisição de ações preferenciais da BrT e BrTO (R$ 2,3 bilhões); a compra do controle acionário da Amazônia Celular (R$ 151 milhões); as despesas extraordinárias de R$ 333 milhões; e a primeira parcela das licenças de 3G (R$ 87 milhões).

Apesar do aumento, a dívida líquida da companhia permanece em nível bastante confortável, equivalente a apenas 89% do Ebitda de doze meses, e com um cronograma de amortização bem distribuído ao longo dos anos.

Oi móvel (TNL-PCS) – A receita operacional bruta da empresa de telefonia móvel atingiu cerca de R$ 3,4 bilhões no primeiro semestre de 2008, aumento de 25% em relação a igual período do ano passado. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 17%, para cerca de R$ 2,4 bilhões. A receita com serviços móveis (excluindo a venda de handsets) teve alta de 35%, atingindo aproximadamente R$ 3,1 bilhões.

O faturamento com serviços de valor adicionado – como SMS, envio de fotos e downloads de músicas e vídeos – avançou 76% em relação ao primeiro semestre de 2007, alcançando R$ 233 milhões. A receita com chamadas originadas totalizou R$ 1,1 bilhão, com expansão de 48% sobre os primeiros seis meses do ano passado.

A empresa registrou o maior Ebitda semestral de sua história: R$ 805 milhões, 79% maior do que o do mesmo semestre de 2007. A margem Ebitda também foi recorde, atingindo 33,9%, contra 22,2% de janeiro a junho do ano passado.

O lucro líquido alcançou R$ 309 milhões, alta de 109% em relação ao mesmo período em 2007.

Oi Internet – O provedor Oi Internet terminou o primeiro semestre com aproximadamente 4,3 milhões de clientes. Deste total, 3,4 milhões utilizavam o acesso discado e cerca de 890 mil haviam aderido ao serviço de banda larga. O provedor está presente em mais de 2,2 mil localidades.