Oi Futuro lança visita virtual 360º à exposição UnaS+, que mostra a potência feminina na arte contemporânea

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Oi Futuro lança visita virtual 360º à exposição UnaS+, que mostra a potência feminina na arte contemporânea

Centro Cultural, no Rio de Janeiro, fecha temporariamente suas atividades por conta do avanço da pandemia de Covid-19

Público de todo o Brasil pode fazer um tour imersivo, sem sair de casa, que reúne cerca de 80 obras de 15 artistas mulheres da Argentina e do Brasil

Tour 360º pode ser acessado em: https://tourvirtual-exp.institutooifuturo.org.br/virtualtour.html

Rio de Janeiro, 25 de março de 2021 – A partir desta quinta-feira, 25 de março, o público de todo o Brasil poderá fazer uma visita virtual imersiva à exposição UnaS+, que reúne cerca de 80 obras de 15 artistas mulheres da Argentina e Brasil, com curadoria de Maria Arlete Gonçalves. A exposição UnaS+ estava em cartaz desde janeiro no Centro Cultural Oi Futuro, no Rio de Janeiro, com todos os protocolos de segurança, mas teve sua temporada presencial suspensa com o fechamento do espaço a partir do dia 23 de março, em função do agravamento da pandemia da Covid-19. O objetivo da medida é reforçar o isolamento social preventivo. Com tecnologia de fotografia digital 360º, o tour virtual permite um passeio completo pela mostra coletiva, como se o visitante estivesse caminhando pelas várias galerias do centro cultural, sem sair de casa, e com acesso à informações sobre as obras, às instalações artísticas, aos vídeos e aos registros de performances da mostra. A visita virtual pode ser acessada gratuitamente no site do Oi Futuro: https://tourvirtual-exp.institutooifuturo.org.br/virtualtour.html

A exposição traz dois momentos dos trabalhos das artistas: os selecionados por serem emblemáticos de suas trajetórias e os criados durante o confinamento em suas casas, em que não dispunham da estrutura do ateliê e nesta condição “ampliaram seus campos de trabalho e ousaram lançar mão de novas linguagens, materiais, tecnologias e redes para romper o isolamento e avançar por territórios tão pessoais quanto universais: a casa, o corpo e o profundo feminino”, explica Maria Arlete Gonçalves. “São obras de artistas de gerações distintas e diferentes vozes, a romperem as fronteiras geográficas, físicas, temporais e afetivas para somar potências em uma grande e inédita ocupação feminina latino-americana”, assinala a curadora. Prevista inicialmente para maio de 2020, e adiada duas vezes por conta do coronavírus, a exposição “ganhou um caráter mais amplo, ao incorporar o estado quarentena da arte”.

Maria Arlete complementa: “Poderíamos classificá-la como antes e durante a pandemia, AP e DP, não fosse este um tempo de suspensão, onde tudo se encontra em um eterno agora”. “A exposição é o desdobramento expandido da mostra de mesmo nome realizada em 2019 em Buenos Aires pela artista portenha/carioca Ileana Hochmann, a partir de sua instalação “Fiz das Tripas, Corazón”.

As artistas que integram a exposição são, da Argentina: Fabiana Larrea (Puerto Tirol, Chaco), Ileana Hochmann (Buenos Aires), Marisol San Jorge (Córdoba), MilagroTorreblanca (Santiago do Chile, radicada em Buenos Aires), Patricia Ackerman (Buenos Aires), Silvia Hilário (Buenos Aires); do Brasil: Ana Carolina Albernaz (Rio de Janeiro), Bete Bullara (São Paulo, radicada no Rio), Bia Junqueira (Rio de Janeiro), Carmen Luz (Rio de Janeiro), Denise Cathilina(Rio de Janeiro), Evany Cardoso (vive no Rio de Janeiro), Nina Alexandrisky(Rio de Janeiro), Regina de Paula (Curitiba; radicada no Rio de Janeiro) e Tina Velho (Rio de Janeiro).

Maria Arlete Gonçalves destaca que esta exposição “não trata apenas de mostrar obras de mulheres, mas de afirmar na força desse conjunto a potência feminina na arte contemporânea”. “Ao longo dos séculos houve um apagamento da mulher na arte, e agora não estamos mais no tempo de pedir licença, de reivindicar, mas de afirmar algo que já é. As mulheres nunca produziram tanto! Durante a pandemia, a mulher se aproximou mais ainda da tecnologia, se apropriou das ferramentas, novas linguagens”, afirma. A curadora diz que buscou a “interseção do feminino dentro do trabalho dessas artísticas”. “Faltam mais referências femininas na história da arte, e a mostra busca preencher lacunas”, diz. “Una em espanhol é alguma, aquela uma, e também nos dá a ideia de unir, juntar”.

Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi para impacto social, atua como um laboratório para cocriação de projetos transformadores nas áreas de Educação, Cultura e Inovação Social. Por meio de iniciativas e parcerias em todo o Brasil, estimulamos e conectamos indivíduos, organizações e redes para a construção de um futuro mais potente, com mais inclusão e diversidade.
Na Educação, o Oi Futuro investe no Núcleo Avançado em Educação (NAVE), parceria público-privada desenvolvida desde 2006, com as Secretarias de Estado de Educação do Rio de Janeiro e Pernambuco em duas escolas públicas de Ensino Médio Integrado ao Profissional. O NAVE já formou cerca de 3 mil estudantes e, atualmente, envolve mais de mil alunos e 70 educadores nas duas escolas. O programa oferece cursos técnicos de Programação e Multimídia, com foco na preparação de jovens para as economias digital e criativa e formando cidadãos críticos e transformadores. As escolas funcionam como laboratórios de criação e experimentação de metodologias pedagógicas inovadoras, disseminadas por meio de publicações como as duas edições do “e-NAVE - Guia de Práticas Pedagógicas Inovadoras”, publicação digital gratuita, e formação para cerca de 1.000 educadores das redes públicas de 53 municípios do Rio de Janeiro e Pernambuco por meio de cursos presenciais e semipresenciais de robótica educacional, midiaeducação e uso pedagógico de tecnologias.
Há 15 anos, o Oi Futuro mantém um centro cultural no Rio de Janeiro, com uma programação que valoriza a convergência entre arte contemporânea e tecnologia. O espaço também abriga o MUSEHUM – Museu das Comunicações e Humanidades, com acervo de mais 130 mil peças. Há 16 anos o Oi Futuro gerencia o Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, que seleciona projetos em todas as regiões do país por meio de edital público. Desde 2003, foram mais de 2.500 projetos culturais apoiados pelo Oi Futuro, que beneficiaram milhões de espectadores. Apostando no potencial cultural, social, de público e de inovação dos festivais, o Oi Futuro vem impulsionando festivais de diversas linguagens artísticas em todas as regiões do Brasil. Em 2020, 23 festivais foram apoiados pelo instituto por meio do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados e do Programa Pontes, desenvolvido em parceria com o British Council. O instituto também criou e mantém o LabSonica, laboratório de experimentação sonora e musical, sediado no Lab Oi Futuro, o Oi Kabum! Lab, que promove a formação de jovens de periferia no campo da arte e tecnologia e a curadoria de projetos de intervenção artística urbana.
Na Inovação Social, o Oi Futuro criou o Labora, laboratório dedicado à conexão e ao fortalecimento de empreendedores, negócios e organizações comprometidos com o impacto social. O Labora é um ambiente de aprendizagem, criação e articulação e oferece ciclos de aceleração para startups e organizações sociais selecionados por editais públicos, além de uma agenda contínua de mentorias, workshops, cursos, seminários e palestras para o público em geral. Desde 2017, foram 83 negócios e organizações acelerados, com cerca de 500 empreendedores impactados diretamente em seis ciclos de aceleração.