Oi Futuro Flamengo apresenta o trabalho de 10 artistas contemporâneos brasileiros na exposição Vide-Espontâneo

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Oi Futuro Flamengo apresenta o trabalho de 10 artistas contemporâneos brasileiros na exposição Vide-Espontâneo

A mostra, que traz vídeoinstalações, entra em cartaz no dia 6 de julho

Rio, 1º de julho de 2010 – A exposição Vide-Espontâneo reúne o trabalho de 10 artistas contemporâneos brasileiros, a partir do dia 6 de julho, no Oi Futuro Flamengo. Patrícia Gouvêa, Clarisse Tarran, Luciano Vinhosa, Leo Ayres, Beatriz Pimenta, Luciana Maia, Simone Michelin, Jacqueline Siano, Franklin Cassaro e Cleantho Viana trazem vídeoinstalações que exploram a espontaneidade em suas poéticas.

“O experimentalismo, as improvisações, a casualidade e as ações do dia-a-dia, aparecem naturalmente”, define a curadora da exposição Isabel Portella. O espectador poderá, através dos vídeos, acompanhar diversas experiências como um show na praça do World Trade Center, conhecer a praia da bica na Ilha do Fundão, espiar uma pessoa pelo olho mágico da porta, e até mesmo visitar o subsolo da cidade de Montreal no Canadá.

Sobre os artistas

Beatriz Pimenta Velloso é doutora em Artes Visuais, na Linha de Pesquisa de Imagem e Cultura, e Mestre na linha de Linguagens Visuais, pelo PPGAV, EBA, UFRJ.
“Mar das delícias é um vídeo feito com imagens gravadas na praia da Bica, Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, onde vivem pescadores e catadores de lixo. Nessa paisagem desoladora do fundo da baia da Guanabara, entre sonhos e pesadelos, a artista é embalada pelo espontâneo flutuar de sacos plásticos e embalagens de produtos alimentícios na água.”

Simone Michelin investiga a natureza do espaço público contemporâneo, enfocando a convergência entre Arte, Arquitetura, Ciência e Tecnologia. “Gravado em 1998 na praça do World Trade Center, o ensaio 2 torres, retrata uma apresentação pública dos compositores Phillip Glass e Foday Musa Suso. O vídeo é um plano sequência editado na câmera durante a gravação e, posteriormente, processado em mixer analógico trabalhado como um streaming de live image. Um vídeo produzido em tempo real, na medida em que sua imagem é condicionada pela música que ele segue.”

Cleantho Viana já expôs seus trabalhos em lugares como o Casoria Contemporary Art Museum, em Nápoles, na Itália e no Athens Video Art Festival Technopolis em Atenas, Grécia.
“Parte do acervo do projeto "olho parado não vê", Para my Love é formado a partir de sucessões de fotografias digitais de afrescos urbanos encontrados pela cidade, o vídeo traz a pintura das ruas em movimento. "O que passa na sua esquina, também acontece na minha, e o que está “invisível” para mim, será percebido por você".

Leo Ayres estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e participou de diversas exposições coletivas no Brasil, assim como no México, Portugal e Estados Unidos.
“O vídeo The Boy Next Door mostra um jovem rapaz, enquanto aguarda o elevador, através do olho mágico da porta. Durante sua espera, se aquece para a academia, faz o sinal da cruz, se olha no espelho, mostrando uma coreografia despercebida no dia-a-dia e nos questiona o que nós mesmos fazemos quando achamos que não estamos sendo observados.”

Franklin Cassaro já participou de mais de 60 exposições. Seu trabalho foi exposto em diversos estados do Brasil e em países como Alemanha, Austrália e Inglaterra.
“No vídeo Drum, Franklin Cassaro faz uma performance com um objeto chamado abrigo bioconcreto. Após encher de ar, o objeto se transformou em uma gigante almofada que ao mesmo tempo se torna um instrumento musical, uma batucada portátil. Seu amigo, o artista Marcos Bonisson, registrou toda a ação.”

Jacqueline Siano é mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pelo PPGArtes-UERJ e vem desenvolvendo pesquisa sobre as relações entre artistas espaço e público de arte.
“Venho desenvolvendo no projeto in transit uma ação-performática de captura de imagens em movimento em espaços públicos de posicionamento de passagem onde procuro identificar novas possibilidades nas relações entre arte e meio urbano. As imagens mais tarde são transformadas em pequenos vídeos que retornam ao público na forma de vídeo-instalações. Sem uma narrativa linear, os trabalhos operam uma ruptura na idéia de tempo continuo.”

Luciano Vinhosa é artista visual e teórico da arte. Professor do Departamento de Arte e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Arte da UFF, já mostrou seus trabalhos no Brasil, Alemanha e Canadá.
Dentro é um video que tem como ponto de partida a experiência da cidade interior de Montréal, Canadá. Uma vez entrando no metrô, um sujeito, servindo-se de uma câmera subjetiva que captura o rítmo do andar e a vibração do próprio corpo caminhante, desloca-se pelas vias ora horizontal, ora vertical. Visita o subsolo, os corredores burocráticos, o [sub]subsolo, por onde passam as redes da cidade sem nunca sair de dentro. Prossegue seu caminho como em um sonho Kafkaniano.”

Clarisse Tarran é artista visual; já realizou 3 exposições individuais e participou de várias coletivas e festivais no Brasil e no exterior.
Estação da Luz mostra uma cena cotidiana da Rodoviária de Brasília, DF (terra da artista), tendo como paisagem de fundo, a Esplanada dos Ministérios. Duas realidades em oposição.”

Luciana Maia é artista visual; atualmente está cursando o mestrado em linguagens visuais da Escola de Belas Artes da UFRJ.
“Do encontro de um livro, editado na década de 60, com a tecnologia atual usada rudimentarmente surge uma imagem que não está nem no livro, nem na técnica. Na mão contrária dos recursos tecnológicos, em Efeméridas o uso de um programa de edição é substituído pelo simples registro, em video, da sequência exibida na tela do computador manualmente, num simples programa de visualização. A imediatez do processo permite escapar lapsos de imagens formadas no passado direto pro vídeo, como se animadas por iniciativa própria.”

Patricia Gouvêa cursou a ECO/UFRJ, por onde também é Mestre em Tecnologias da Comunicação e Estéticas da Imagem. Sua pesquisa prioriza a fotografia e o video e suas possíveis interfaces.
Sentidos foi realizado em 2009/2010 na Índia e integra a pesquisa de Patricia Gouvêa sobre as possibilidades sensoriais de imersão na paisagem e na natureza, e onde o acaso tem papel fundamental na construção da imagem e da sonoridade resultantes.”

Sobre o Oi Futuro

O Oi Futuro tem a missão de democratizar o acesso ao conhecimento para acelerar e promover o desenvolvimento humano. O principal foco das ações do instituto de responsabilidade da Oi é a promoção de um futuro melhor para a juventude brasileira, reduzindo distâncias geográficas e sociais. Os programas Oi Tonomundo, Oi Kabum! (escolas de arte e tecnologia), NAVE e Oi Novos Brasis atendem 600 mil crianças e jovens, promovendo a inclusão digital e fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de professores e educadores. O Oi Conecta, um programa em parceria com o Governo Federal, leva banda larga a mais de 37 mil escolas públicas, beneficiando cerca de 24 milhões de alunos. Na área cultural, o Oi Futuro atua como gestor do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), além do Museu das Telecomunicações nas duas cidades. O Oi Futuro apóia, ainda, projetos aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte. A Oi foi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos sócio-educativos inseridos na nova Lei.

Serviço:
Oi FUTURO – Flamengo
Vide - Espontâneo
De 6 a 25 de julho
De terça a domingo, de 11h às 20h
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
(21) 3131-3060
Entrada franca
Classificação etária: Livre
www.oifuturo.org.br