Nos primeiros nove meses do ano, empresa incorporou à sua base mais de 6 milhões de novos clientes e voltou a registrar rentabilidade recorde na telefonia móvel
Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2008 – A Oi (Tele Norte Leste Participações) encerrou os primeiros nove meses deste ano com receita bruta consolidada de mais de R$ 20,1 bilhões, 7,6% superior à de igual período do ano passado. A receita líquida subiu 6,3%, para cerca de R$ 13,9 bilhões, e o lucro líquido de janeiro a setembro foi de aproximadamente R$ 981 milhões, 32% inferior ao dos primeiros nove meses de 2007. O recuo do lucro líquido acumulado é decorrente do aumento das despesas financeiras e de itens não-recorrentes que impactaram negativamente as despesas operacionais deste ano e positivamente as do ano passado, prejudicando a comparação entre os dois períodos.
A companhia manteve forte trajetória de crescimento operacional e conquistou, de janeiro a setembro, mais de 6 milhões de novos clientes, a maior adição líquida já registrada nos primeiros nove meses de um ano. No fim de setembro, a Oi contabilizava 37,7 milhões de usuários, sendo 13,9 milhões em telefonia fixa; 21,9 milhões em telefonia móvel; 1,9 milhão em banda larga (sendo 1,866 milhão do serviço de ADSL Oi Velox e 52 mil da Oi TV), além de 60 mil em TV assinatura na Oi TV.
Em relação a setembro de 2007, a base de clientes da empresa aumentou mais de 23%, com destaque para os serviços de banda larga e telefonia móvel, que tiveram expansão de, respectivamente, 38% e 47%.
– Já ultrapassamos em mais de 2 milhões de clientes a previsão que havíamos feito no início do ano para nossa base de usuários e, até dezembro, teremos o acréscimo significativo das operações de telefonia móvel em São Paulo, que começaram com toda força em outubro – comentou o Diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, José Luís Salazar.
A Oi já conquistou mais de 1 milhão de clientes no Estado de São Paulo. A empresa lançou uma oferta agressiva, com o objetivo de ser líder no mercado paulista. Em sua área original de atuação (Região I, formada por 16 estados das regiões Sudeste, Nordeste e Norte), a Oi consolidou sua liderança, com participação de mercado de 31,1% em setembro (ante 26,9% em dezembro de 2007).
– Continuamos a conciliar, com sucesso, aumento de rentabilidade com forte crescimento da base de clientes, tanto no segmento pré-pago como no pós-pago – acrescentou Salazar.
Ebitda – O Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciações e amortizações) consolidado atingiu R$ 4,579 bilhões nos primeiros nove meses deste ano, recuo de 7,6% em relação a igual período do ano passado. O resultado, contudo, foi influenciado pelos eventos não-recorrentes que também afetaram o lucro. Desconsiderando esses efeitos, o Ebitda acumulado de janeiro a setembro teria atingido R$ 4,912 bilhões, com avanço de 4% em relação aos primeiros nove meses de 2007.
Investimentos – De janeiro a setembro deste ano, os investimentos da empresa totalizaram R$ 3,6 bilhões, mais que o dobro do montante desembolsado em igual período do ano passado (R$ 1,3 bilhão). Dos recursos despendidos até setembro, 43% foram destinados à planta de telefonia fixa – principalmente à expansão e à modernização da planta de banda larga – e 57% à telefonia móvel, com destaque para a aquisição das licenças de 3G e 2G, bem como aos investimentos para a construção da rede para o início das operações em São Paulo. Para todo o ano de 2008, a Oi mantém a expectativa de investir R$ 4,5 bilhões (contra R$ 2,3 bilhões em 2007).
Endividamento – Ao fim de setembro, a dívida líquida da empresa totalizava cerca de R$ 9,2 bilhões, contra R$ 5,7 bilhões de junho. O aumento se explica pela utilização do caixa da companhia para uma série de desembolsos realizados no trimestre, entre os quais a compra de ações preferenciais da BRT nas ofertas públicas voluntárias (nas quais foram gastos R$ 948 milhões) e a distribuição de dividendos extraordinários pela Tele Norte Leste Participações e pela Telemar Norte Leste, que resultou num desembolso consolidado de R$ 1,9 bilhão.
Apesar do aumento, a dívida líquida da empresa permanece em nível adequado, equivalendo a uma vez e meia o Ebitda acumulado em doze meses, e com um cronograma de amortização bem distribuído ao longo dos próximos anos.
Oi móvel (TNL- PCS) – A receita operacional bruta da empresa de telefonia móvel atingiu cerca de R$ 5,3 bilhões nos primeiros nove meses de 2008, aumento de 28% em relação a igual período do ano passado. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 20%, para cerca de R$ 3,7 bilhões. A receita com serviços móveis (excluindo a venda de handsets) teve alta de 37%, atingindo aproximadamente R$ 4,8 bilhões.
O faturamento com serviços de dados e valor adicionado – como SMS, envio de fotos e downloads de músicas e vídeos – avançou 64% em relação aos primeiros nove meses de 2007, alcançando R$ 377 milhões. A receita com chamadas originadas totalizou R$ 1,8 bilhão, com expansão de 53% sobre o período de janeiro a setembro do ano passado.
A empresa registrou Ebitda acumulado de R$ 1,2 bilhão, 55% maior do que o do mesmo período de 2007 e a melhor marca de sua história para os primeiros nove meses de um ano. A margem Ebitda também foi recorde, atingindo 33,7%, contra 26% de janeiro a setembro do ano passado.
O lucro líquido da empresa de telefonia móvel alcançou R$ 465 milhões, alta de 93% em relação ao mesmo período em 2007.
Oi Internet – O provedor Oi Internet terminou o terceiro trimestre com aproximadamente 4,6 milhões de clientes. Deste total, 3,6 milhões utilizavam o acesso discado e cerca de 990 mil haviam aderido ao serviço de banda larga. O provedor está presente em mais de 2,2 mil localidades.
Oi AMPLIA LIDERANÇA COM FORTE DESEMPENHO OPERACIONAL
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