ÍNDIOS CONTAM EM LIVROS EXPERIÊNCIAS COM A CULTURA DIGITAL

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ÍNDIOS CONTAM EM LIVROS EXPERIÊNCIAS COM A CULTURA DIGITAL

Publicação realizada pela ONG Thydewas, em parceria com o Oi Futuro, aborda a experiência indígena com o uso de novas tecnologiasÍndios de diversas etnias lançam durante a III Bienal Nacional e I Internacional do Livro de Alagoas, de 19 a 28 de outubro, em Maceió, o livro Arco Digital – Uma rede para aprender a pescar. A publicação realizada pela ONG Thydewas, em parceria com o Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, aborda a cultura digital dos indígenas e suas experiências com as novas tecnologias no dia-a-dia dentro e fora das aldeias. O livro é resultado do projeto Arco Digital, uma das ações aprovadas pelo programa Novos Brasis do Oi Futuro. Os textos e as fotografias foram feitos pelos próprios índios, autores do trabalho. O Arco Digital é desenvolvido pela ONG Thydewas em parceria com o Oi Futuro. A ONG, uma aliança entre sete nações indígenas do nordeste brasileiro, permite aos índios se conectarem à internet desde 2004 através de uma antena via satélite e um computador em cada uma das aldeias. Desde então, eles podem dialogar entre eles e outros internautas através de chats, pesquisar e projetar matérias no portal. O projeto Arco Digital, segundo o criador da ONG, Sebastian Gerlic, qualificou ainda mais o índio que sofre com a discriminação racial e não tinha acesso ao uso das tecnologias de informação e comunicação. Nhenety, contador de histórias kariri-xocó, dá o seu depoimento: “O computador é nosso arco e flecha, ele é o arco digital, com ele melhoraremos nossa caça”. No livro, Nhenety conta que os índios já usam o computador como ferramenta para buscar soluções. “O computador nos serve para escrever projetos ou cartas que nos auxiliam para encontrar melhorias na saúde, educação, sustentabilidade e tudo que se refere à nossa sobrevivência e desenvolvimento, servido com um arco e flecha”, diz. Em um trecho no livro, Nhenety afirma que os índios se reúnem em grupo e, através do computador e da Internet, estudam todas as oportunidades para elaborar projetos – “os órgãos do governo e seus editais e leis, as agências de cooperação, os financiadores, os programas, os patrocínios de empresas, o mundo das parcerias”. Com a rede, os índios utilizam a tecnologia para disseminar e manter suas próprias tradições. “Quando um projeto é pensado, projetado, elaborado, encaminhado e captado, é igual à caçada tradicional”, completa Nhenety. Sobre o Novos Brasis O Novos Brasis é um programa voltado para o apoio a projetos sociais que utilizam a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. A seleção dos projetos do Novos Brasis leva em conta alguns critérios, como o nível de inovação das propostas, o impacto direto na comunidade beneficiada, o mapeamento de ações e ainda o potencial de desenvolvimento de novas metodologias que possam ser replicadas por outras ações sociais. Sobre o Oi FuturoO Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi. Atua em dois eixos: educação e cultura. E está presente em várias cidades do país, democratizando o acesso ao conhecimento, incentivando a criação artística, valorizando a diversidade cultural brasileira e investindo na tecnologia de ponta para acelerar e promover o desenvolvimento. São mais de dois milhões de pessoas beneficiadas através dos projetos Tonomundo, Oi Kabum! Escolas de Arte e Tecnologia, Geração Oi, Conecta, Novos Brasis, Patrocínios Culturais Incentivados e do espaço cultural também denominado Oi Futuro. Assim, Oi Futuro reafirma sua crença na educação e na cultura como fatores de transformação social, reconhecendo seu compromisso de inserir um número cada vez maior de brasileiros no mapa da cidadania.