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Metaverso: saiba tudo sobre o novo mundo virtual

O que parecia utopia futurista no melhor estilo Neal Stephenson, virou realidade e chama-se metaverso.
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22/07/2022 12:17
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mulher
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Era uma vez um rapaz chamado Hiro Protagonist. Em sua vida real, Hiro era um entregador de pizza, mas em um mundo virtual ele é um samurai. Essa história foi criada pelo escritor Neal Stephenson em seu livro de ficção científica “Snow Crash”, publicado em 1992. O mundo virtual onde o protagonista leva outra vida chama-se metaverso. Sugestivo, não? Anos depois, o que era somente um livro de ficção virou realidade. Podemos dizer que a origem do metaverso iniciou-se aqui. 


Conceito

O conceito do metaverso baseia-se em uma realidade virtual imersiva arquitetada por diversas tecnologias como inteligência artificial, realidade virtual, realidade aumentada e hologramas, visando uma integração entre o mundo real e virtual. 


Primeiro jogo

Após o lançamento do livro de Stephenson, a ideia de uma vida virtual pairou pela cabeça dos gamers e não demorou muito para surgirem os primeiros jogos semelhantes a um metaverso. O jogo que teve maior destaque até então foi o Second Life, que se desenrolava em um ambiente virtual 3D, simulando a vida real. Os usuários poderiam criar avatares e socializar uns com os outros. Na época o jogo chamou a atenção, mas não conseguiu emplacar devido à tecnologia de baixa qualidade. 


Objetivo da nova tecnologia

Mas o objetivo do metaverso vai além dos jogos online. Segundo seus idealizadores, o objetivo principal do metaverso é que as pessoas não sejam apenas observadoras do universo virtual, mas que façam parte dele, interagindo umas com as outras, por meio de bonecos virtuais customizados: os avatares. 


Onde entra o Facebook nessa história?

E se você está se perguntando por qual motivo esse assunto virou pauta nos últimos tempos, aqui está a resposta. Em outubro de 2021, o Facebook anunciou que passaria a se chamar Meta. No anúncio, Mark Zuckerberg disse que a mudança se deve ao novo posicionamento do grupo e à readequação voltados para o metaverso. Mas não se engane! O interesse da empresa pelo metaverso não é de hoje. Em 2014, o grupo comprou a Oculus, empresa que fabrica equipamentos de realidade virtual, necessários para acessar o metaverso. Em agosto de 2021, o Facebook lançou o Horizon Workrooms, uma ferramenta que dá aos usuários a possibilidade de participarem de reuniões virtuais através de seus próprios avatares. O grupo também trabalha no desenvolvimento da Diem, uma criptomoeda própria, outra tecnologia necessária para entrar no mundo do metaverso.


“No metaverso, você será capaz de fazer quase tudo que possa imaginar: reunir-se com amigos e família, trabalhar, aprender, brincar, fazer compras, criar – bem como ter experiências completamente novas que realmente não se encaixam em como pensamos sobre computadores ou telefones hoje”. Mark Zuckerberg


Mais do que uma nova tecnologia, um novo modelo de negócio 

E não é só o Facebook que está apostando no metaverso. Outras empresas também acreditam nessa nova ideia de ''vida virtual''. Para você ter uma ideia, a gigante Microsoft criou para o Teams, sua plataforma de comunicação, avatares 3D, e, no início de 2021, apresentou o Mesh, uma plataforma que permite a realização de reuniões com hologramas. A Nike, mundialmente conhecida por seus tênis e adereços esportivos, criou a Nikeland, uma plataforma que bebe do conceito do metaverso, dentro do jogo Roblox. Ainda no mundo esportivo, o Manchester City em parceria com a Sony está desenvolvendo uma versão digital do estádio do time inglês. O projeto será compatível com óculos de realidade virtual e promete ser fiel às dimensões e proporções reais do estádio. Já a Nvidia, anunciou em agosto o NVIDIA Omniverse, uma plataforma colaborativa de simulação, onde artistas, designers e outros profissionais podem trabalhar juntos na construção de metaversos. 


Metaverso no Brasil

E se você pensa que o Brasil ficaria de fora, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou que há planos para o lançamento de um centro de desenvolvimento de tecnologia voltado para o metaverso. Essa iniciativa vem sendo discutida com a empresa Meta, que demonstrou interesse em aceleração de startups e capacitação de jovens em programação no Brasil. Ainda no final de 2021 o Banco do Brasil também aderiu ao conceito e lançou uma experiência virtual dentro do servidor do game GTA. No jogo, o gamer pode abrir uma conta na instituição bancária e ainda pode até trabalhar como abastecedor de caixa. Em fevereiro de 2022, a Prefeitura de Uberlândia realizou uma reunião no metaverso para tratar das perspectivas do agronegócio e da tecnologia na cidade e no Brasil. Um ponto que vale ressaltar é que o Brasil tem chances de ser país referência na corrida do metaverso, já que temos aproximadamente 94,7 milhões de gamers ativos atualmente, de acordo com o relatório da Newzoo. Esse número torna o Brasil o quinto maior mercado de jogos do mundo, gerando, aproximadamente, US $2,3 bilhões somente no ano de 2021.


Metaverso, aí vou eu!

Sim, é tudo muito novo e tem muita informação rolando ao mesmo tempo. Há quem acredite que o metaverso será a próxima geração das mídias sociais, streaming e plataformas de games. Algumas empresas enxergam o metaverso como um hub de e-commerce e propaganda. Os tech lovers apostam que essa será a virada de chave para a web 3.0, o futuro da internet. A verdade é que ninguém sabe ao certo qual será o destino do metaverso. Vamos embarcar juntos nessa e ver no que vai dar! 


“Hoje somos vistos como uma empresa de mídia social, mas em nosso DNA somos uma empresa que constrói tecnologia para conectar pessoas, e o metaverso é a próxima fronteira, assim como a rede social foi quando começamos”. Mark Zuckerberg

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