
06/06/07 às 20:11
Macacões com capuz, shorts e túnicas são os destaques da passarela
Por Fabiana CIMIERI
Rio, 06 (AE) - A grife de moda masculina Chiaro fez um desfile emocionante em homenagem à escola de samba Mangueira e arrancou aplausos de pé da platéia quando o baluarte da Estação Primeira, Ézio Laurindo da Silva, o Delegado, de 85 anos, entrou na passarela, sambando e encerrando o desfile, que teve a trilha sonora baseada em sambas tradicionais mangueirenses. Foi o sexto desfile da Chiaro no Fashion Rio, semana de moda carioca que acontece na Marina da Glória, mas o primeiro como grife. Os dois primeiros desfiles foram no Rio Moda Hype, que apresenta novos estilistas durante o evento, e outros três no Novos Designers, dividindo espaço com outras duas marcas. O estilista Gustavo Machado disse ter se inspirado no universo dos morros cariocas e na elegância do samba, principalmente na alfaiataria que caracteriza o vestuário da Velha Guarda. "Eu sempre quis trabalhar com a alfaiataria e, nesta coleção, consegui aproximá-la do nosso universo, que é o urbano, fazendo uma moda sem preconceito", disse ele. Para tanto, Machado misturou tecidos nobres como o linho e o voil com algodão e elastano. O resultado foi uma certa sofisticação com bastante conforto. As cores mais usadas foram tons terrosos, como o bege e o areia, que lembram as favelas. As estampas vieram em xadrez ou listras. As calças e bermudas são cargo, mas as cinturas estão mais altas ou vêm marcadas com cinto. As apostas da grife masculina para a primavera-verão são os coletes com capuz, o paletó sem manga e o blazer cargo. A Cantão seguiu seu estilo e trouxe uma coleção bem jovem e comercial, inspirada na história da chita. A grife trouxe silhuetas curtas e amplas, principalmente em vestidos, macaquinhos, shorts e túnicas. As estampas de mosaico azul-marinho e coral foram destaque, mas também desfilaram xadrezes e patchwork. Há espaço também para os detalhes envernizados, dourados e prateados, forte tendência da estação. A cartela de cores é vibrante: azul, coral, amarelo, verde. Os tecidos são naturais, feitos com matérias-primas de origem orgânica e tingidos com corantes naturais não-poluentes. Nos pés, a grife apostou no conforto das rasteirinhas.
O terceiro dia de desfiles na Marina da Glória foi aberto pelos Novos Designers: as estreantes Caroline Rossato e Luciana Galeão e Kylza Ribas. Caroline Rossato veio bem comercial, com muitos vestidos tubinho, macacão com capuz, sobreposições de vestidos. A baiana Luciana Galeão se inspirou nas carpas e no dragão para fazer um patchwork de couro em formas diferentes. Desta vez, as escamas coloridas foram os pontos fortes da roupa da estilista.
Kylza Ribas colocou para baixo todo o minimalismo da década de 60 e renovou a passarela com criatividade nas formas. O tema, uma menina que abre o baú da avó com roupas do século passado, fez Kylza viajar no tempo e surpreender com a coleção. Mais uma vez, os vestidos foram o destaque, com tachas, balonês e drapeados. Sommer - Um transformer em tamanho natural - aquele carrinho japonês que vira robô - dava idéia do que seria o desfile da Sommer, inspirada no Oriente, hoje pela manhã no Cine Odeon. Para ambientar a coleção "Sommerland em Shangri-lá", os convidados eram recebidos por cosplays, pessoas fantasiadas de personagens de mangás e animes. E aguardavam o início da apresentação num cenário de pôsteres de filmes orientais garimpados na Cinemateca do MAM. Se transformaram em ponto de parada obrigatória para fotografias.
Na sala de cinema, a passarela atravessava o espaço entre as poltronas. O Monte Fuji servia de cenário ao fundo. Os modelos desfilavam sob a luz suave de luminárias chinesas. A estilista Thaís Losso mostrou microvestidos, trapézios, minicasacos. As linhas secas de alfaiataria mesclaram-se aos sarongues e calças inspiradas nas artes marciais.
Thaís apostou em bordados manuais - seja nas roupas femininas, ou em blazers e bermudas masculinos. Também havia muitos apliques de botões grandes, no mesmo tom da roupa, em vestidos, shorts, bermudas. Os tecidos variavam - do algodão - malha, moletom - aos sintéticos como lycra cintilante, nylon tafetá. As cinturas virão marcadas por faixas (ou obis), seguindo a inspiração nos kimonos. Ainda estão previstos para agora à noite os desfiles das grifes Elisa Conde, Márcia Ganem, Lenny e a TNG, que fecharia a noite trazendo como top exclusiva a miss Brasil Natália Guimarães.
Agência Estado
Rio, 06 (AE) - A grife de moda masculina Chiaro fez um desfile emocionante em homenagem à escola de samba Mangueira e arrancou aplausos de pé da platéia quando o baluarte da Estação Primeira, Ézio Laurindo da Silva, o Delegado, de 85 anos, entrou na passarela, sambando e encerrando o desfile, que teve a trilha sonora baseada em sambas tradicionais mangueirenses. Foi o sexto desfile da Chiaro no Fashion Rio, semana de moda carioca que acontece na Marina da Glória, mas o primeiro como grife. Os dois primeiros desfiles foram no Rio Moda Hype, que apresenta novos estilistas durante o evento, e outros três no Novos Designers, dividindo espaço com outras duas marcas. O estilista Gustavo Machado disse ter se inspirado no universo dos morros cariocas e na elegância do samba, principalmente na alfaiataria que caracteriza o vestuário da Velha Guarda. "Eu sempre quis trabalhar com a alfaiataria e, nesta coleção, consegui aproximá-la do nosso universo, que é o urbano, fazendo uma moda sem preconceito", disse ele. Para tanto, Machado misturou tecidos nobres como o linho e o voil com algodão e elastano. O resultado foi uma certa sofisticação com bastante conforto. As cores mais usadas foram tons terrosos, como o bege e o areia, que lembram as favelas. As estampas vieram em xadrez ou listras. As calças e bermudas são cargo, mas as cinturas estão mais altas ou vêm marcadas com cinto. As apostas da grife masculina para a primavera-verão são os coletes com capuz, o paletó sem manga e o blazer cargo. A Cantão seguiu seu estilo e trouxe uma coleção bem jovem e comercial, inspirada na história da chita. A grife trouxe silhuetas curtas e amplas, principalmente em vestidos, macaquinhos, shorts e túnicas. As estampas de mosaico azul-marinho e coral foram destaque, mas também desfilaram xadrezes e patchwork. Há espaço também para os detalhes envernizados, dourados e prateados, forte tendência da estação. A cartela de cores é vibrante: azul, coral, amarelo, verde. Os tecidos são naturais, feitos com matérias-primas de origem orgânica e tingidos com corantes naturais não-poluentes. Nos pés, a grife apostou no conforto das rasteirinhas.
O terceiro dia de desfiles na Marina da Glória foi aberto pelos Novos Designers: as estreantes Caroline Rossato e Luciana Galeão e Kylza Ribas. Caroline Rossato veio bem comercial, com muitos vestidos tubinho, macacão com capuz, sobreposições de vestidos. A baiana Luciana Galeão se inspirou nas carpas e no dragão para fazer um patchwork de couro em formas diferentes. Desta vez, as escamas coloridas foram os pontos fortes da roupa da estilista.
Kylza Ribas colocou para baixo todo o minimalismo da década de 60 e renovou a passarela com criatividade nas formas. O tema, uma menina que abre o baú da avó com roupas do século passado, fez Kylza viajar no tempo e surpreender com a coleção. Mais uma vez, os vestidos foram o destaque, com tachas, balonês e drapeados. Sommer - Um transformer em tamanho natural - aquele carrinho japonês que vira robô - dava idéia do que seria o desfile da Sommer, inspirada no Oriente, hoje pela manhã no Cine Odeon. Para ambientar a coleção "Sommerland em Shangri-lá", os convidados eram recebidos por cosplays, pessoas fantasiadas de personagens de mangás e animes. E aguardavam o início da apresentação num cenário de pôsteres de filmes orientais garimpados na Cinemateca do MAM. Se transformaram em ponto de parada obrigatória para fotografias.
Na sala de cinema, a passarela atravessava o espaço entre as poltronas. O Monte Fuji servia de cenário ao fundo. Os modelos desfilavam sob a luz suave de luminárias chinesas. A estilista Thaís Losso mostrou microvestidos, trapézios, minicasacos. As linhas secas de alfaiataria mesclaram-se aos sarongues e calças inspiradas nas artes marciais.
Thaís apostou em bordados manuais - seja nas roupas femininas, ou em blazers e bermudas masculinos. Também havia muitos apliques de botões grandes, no mesmo tom da roupa, em vestidos, shorts, bermudas. Os tecidos variavam - do algodão - malha, moletom - aos sintéticos como lycra cintilante, nylon tafetá. As cinturas virão marcadas por faixas (ou obis), seguindo a inspiração nos kimonos. Ainda estão previstos para agora à noite os desfiles das grifes Elisa Conde, Márcia Ganem, Lenny e a TNG, que fecharia a noite trazendo como top exclusiva a miss Brasil Natália Guimarães.
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