
26/04/08 às 14:41
Movimento instala duas 2 mil cruzes para protestar contra mortes
Por Alexandre Rodrigues
Rio, 26 (AE) - O Movimento Rio de Paz surpreendeu os motoristas que passaram pelo Aterro do Flamengo, na zona sul da capital fluminense, logo no início da manhã de hoje com a instalação de duas mil cruzes nas margens da via expressa. A intenção do protesto é representar, com cada cruz, cada uma das duas mil vítimas de homicídios cometidos no Estado do Rio entre janeiro e abril desde ano, segundo levantamento da ONG. Segundo os organizadores, a idéia é chamar a atenção das autoridades para o alto número de assassinatos, desaparecimentos e vítimas de balas perdidas. As cruzes começaram a ser posicionadas numa extensão de dois quilômetros do Aterro ainda de madrugada. No final da manhã, os militantes colocaram nomes de vítimas nas cruzes e iniciaram uma passeata.
O protesto é similar ao realizado pelo Rio de Paz no ano passado, quando 700 cruzes amanheceram na Praia de Copacabana para denunciar a violência. Entre as vítimas lembradas no protesto de ontem estão vítimas recentes da violência no Rio, como o bancário Marcelo Ribeiro, de 28 anos, morto no último dia 15 por ladrões que queriam seu carro. A mãe dele depositou um ramo de flores ao lado da cruz. Outra vítima lembrada é Leonardo de Souza, de 29 anos, morto em fevereiro por uma bala perdida quando viajava num ônibus. O irmão dele, Fabiano de Souza, passou a integrar o movimento e também participou do ato.
A violência também foi o tema escolhido por moradores e estudantes da Tijuca, na zona norte do Rio, que realizaram uma caminhada pelas ruas do bairro. Segundo os organizadores, a intenção é protestar contra "as diversas formas de violência", entre elas a praticada contra crianças. Alguns alunos das escolas que participaram da passeata carregavam cartazes lembrando a menina Isabella Nardoni, atirada de um edifício em São Paulo há um mês.
Participaram da caminhada a empregada doméstica Sirlei Dias, espancada por jovens num ponto de ônibus em julho do ano passado, e a mãe da estudante Gabriela Prado, morta em frente a uma estação de metrô da Tijuca durante um tiroteio entre policiais e assaltantes. Os pais do menino João Hélio Fernandes, arrastado até a morte pelo cinto de segurança do carro da mãe levado por assaltantes há um ano, também eram aguardados no protesto. A iniciativa do protesto partiu de estudantes de escolas do bairro e contou com o apoio da Arquidiocese do Rio. A caminhada foi encerrada em frente à Basílica Santa Teresinha, onde foi celebrada uma missa.
Agência Estado
Rio, 26 (AE) - O Movimento Rio de Paz surpreendeu os motoristas que passaram pelo Aterro do Flamengo, na zona sul da capital fluminense, logo no início da manhã de hoje com a instalação de duas mil cruzes nas margens da via expressa. A intenção do protesto é representar, com cada cruz, cada uma das duas mil vítimas de homicídios cometidos no Estado do Rio entre janeiro e abril desde ano, segundo levantamento da ONG. Segundo os organizadores, a idéia é chamar a atenção das autoridades para o alto número de assassinatos, desaparecimentos e vítimas de balas perdidas. As cruzes começaram a ser posicionadas numa extensão de dois quilômetros do Aterro ainda de madrugada. No final da manhã, os militantes colocaram nomes de vítimas nas cruzes e iniciaram uma passeata.
O protesto é similar ao realizado pelo Rio de Paz no ano passado, quando 700 cruzes amanheceram na Praia de Copacabana para denunciar a violência. Entre as vítimas lembradas no protesto de ontem estão vítimas recentes da violência no Rio, como o bancário Marcelo Ribeiro, de 28 anos, morto no último dia 15 por ladrões que queriam seu carro. A mãe dele depositou um ramo de flores ao lado da cruz. Outra vítima lembrada é Leonardo de Souza, de 29 anos, morto em fevereiro por uma bala perdida quando viajava num ônibus. O irmão dele, Fabiano de Souza, passou a integrar o movimento e também participou do ato.
A violência também foi o tema escolhido por moradores e estudantes da Tijuca, na zona norte do Rio, que realizaram uma caminhada pelas ruas do bairro. Segundo os organizadores, a intenção é protestar contra "as diversas formas de violência", entre elas a praticada contra crianças. Alguns alunos das escolas que participaram da passeata carregavam cartazes lembrando a menina Isabella Nardoni, atirada de um edifício em São Paulo há um mês.
Participaram da caminhada a empregada doméstica Sirlei Dias, espancada por jovens num ponto de ônibus em julho do ano passado, e a mãe da estudante Gabriela Prado, morta em frente a uma estação de metrô da Tijuca durante um tiroteio entre policiais e assaltantes. Os pais do menino João Hélio Fernandes, arrastado até a morte pelo cinto de segurança do carro da mãe levado por assaltantes há um ano, também eram aguardados no protesto. A iniciativa do protesto partiu de estudantes de escolas do bairro e contou com o apoio da Arquidiocese do Rio. A caminhada foi encerrada em frente à Basílica Santa Teresinha, onde foi celebrada uma missa.
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