
27/06/08 às 18:21
ONG estima que 4 mil serão mortos no Rio até o fim do ano
Por Talita Figueiredo
Rio, 27 (AE) - A ONG Rio de Paz fixou hoje (27) quatro mil balões vermelhos na areia da praia de Copacabana, para representar o número de pessoas que devem ser assassinadas no segundo semestre deste ano no Estado do Rio, com base nas estatísticas do Instituto de Segurança Pública de anos anteriores. Às 11h, os balões foram soltos "em uma tentativa de demonstrar a facilidade com que se perde uma vida no Rio", segundo o diretor da ONG, Antônio Carlos Costa. No ano passado, no segundo semestre, foram registrados quase três mil mortes e, em 2006, 3,1 mil.
"Nas manifestações anteriores, nós mostrávamos o número de vítimas registradas em um certo período, como no dia em que fixamos 700 cruzes também em Copacabana. Agora, queremos dar um alerta às autoridades e à população, que também precisa começar a cobrar ações do governo. Essa estimativa de assassinatos demonstra que é necessário ter uma resposta imediata, não podemos só pensar no médio e longo prazos", afirmou Costa. Durante a manifestação, ele também colheu assinaturas para o manifesto que pretende entregar ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O manifesto tem 15 reivindicações, estabelecidas em discussões com especialistas em segurança. Entres as reivindicações está a determinação de "metas de redução de mortes durante operações policiais, de forma a preservar a vida de policiais, moradores e transeuntes", e a priorização "da juventude, integrando definitivamente as políticas de segurança pública às demais".
Agência Estado
Rio, 27 (AE) - A ONG Rio de Paz fixou hoje (27) quatro mil balões vermelhos na areia da praia de Copacabana, para representar o número de pessoas que devem ser assassinadas no segundo semestre deste ano no Estado do Rio, com base nas estatísticas do Instituto de Segurança Pública de anos anteriores. Às 11h, os balões foram soltos "em uma tentativa de demonstrar a facilidade com que se perde uma vida no Rio", segundo o diretor da ONG, Antônio Carlos Costa. No ano passado, no segundo semestre, foram registrados quase três mil mortes e, em 2006, 3,1 mil.
"Nas manifestações anteriores, nós mostrávamos o número de vítimas registradas em um certo período, como no dia em que fixamos 700 cruzes também em Copacabana. Agora, queremos dar um alerta às autoridades e à população, que também precisa começar a cobrar ações do governo. Essa estimativa de assassinatos demonstra que é necessário ter uma resposta imediata, não podemos só pensar no médio e longo prazos", afirmou Costa. Durante a manifestação, ele também colheu assinaturas para o manifesto que pretende entregar ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O manifesto tem 15 reivindicações, estabelecidas em discussões com especialistas em segurança. Entres as reivindicações está a determinação de "metas de redução de mortes durante operações policiais, de forma a preservar a vida de policiais, moradores e transeuntes", e a priorização "da juventude, integrando definitivamente as políticas de segurança pública às demais".
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