
04/12/07 às 20:11
Veículos elétricos começam a chegar ao mercado
Por Andrea Vialli
São Paulo, 04 (AE) - A busca por combustíveis mais limpos e alternativas ao petróleo já fomenta uma indústria nacional de veículos elétricos. De modo ainda incipiente, pequenas e médias empresas estão apostando no potencial de mercado para motos e ônibus elétricos no Brasil. Fabricantes como Motor Z, de São Bernardo do Campo (SP), a Bramont, de Manaus, e a GPS Electric Movement, de Natal, já colocaram no mercado os primeiros exemplares de motos que podem ser abastecidas na tomada. Já a Eletra, também do ABC paulista, foi pioneira no desenvolvimento de ônibus híbridos, em 1998, e começa a ganhar mercado.
Um dos impulsos para esse mercado são os testes realizados por empresas do setor de energia, que se preparam para atender a um novo negócio - o suprimento de eletricidade para esses veículos. A CPFL Energia atualmente testa cinco veículos - um carro e quatro motos - totalmente movidos a eletricidade, usados para leitura e entrega de contas de energia. A empresa já tem prontos os protótipos dos "eletropostos" - pontos de recarga das motocicletas - e tem investido, junto a fabricantes, no desenvolvimento de baterias mais eficientes.
"Acredito que, dentro de cinco a dez anos, o Brasil terá uma frota consistente de veículos elétricos, e estamos nos preparando para isso", calcula Wilson Ferreira Junior, presidente da CPFL Energia. O fator limitante ainda é a pouca autonomia das baterias, que rodam até 50 quilômetros com uma carga. A Motor Z, pequena empresa do ABC paulista, lançou três modelos de motonetas elétricas, há oito meses.
Acaba de completar 1.000 unidades vendidas - a aposta é nos nichos de uso corporativo e consumidores com consciência ambiental. "Podemos dizer que já conquistamos 0,011% do mercado de motos nacional, partindo do zero absoluto", diz Paulo Rogério Fernandez, diretor executivo da Motor Z.
As motonetas custam entre R$ 3,7 mil - o modelo de 500W - e R$ 5,4 mil, a de 1.000 W de potência. A GPS Electric Movement, de Natal, tem o projeto da moto elétrica pronto há 14 anos. Foram lançados pilotos em 2003, mas só este ano as primeiras unidades chegaram ao mercado. A empresa tem uma linha de oito produtos elétricos e já atingiu a marca de 3.000 produtos vendidos, mas ainda esbarra em problemas de distribuição.
"É um produto novo, mas acreditamos que a demanda por veículos elétricos deve tomar corpo nos próximos anos", diz o engenheiro Sebastião Arruda, proprietário da GPS. A Eletra, também de São Bernardo do Campo, produz desde 1998 ônibus híbridos, movidos a eletricidade e diesel.
A empresa já tem 42 ônibus em circulação, todos na Grande São Paulo, e fornece sistemas de tração para 60 trólebus na cidade de Wellington, na Nova Zelândia. Também tem negociações em andamento com Portugal, Inglaterra, México e Chile. "O custo de aquisição de um ônibus híbrido ainda é 50% maior que o de um ônibus convencional, o que ainda inibe investimentos das empresas de transporte público", afirma Iëda Oliveira, gerente geral da Eletra.
O empenho dos fabricantes em desenvolver produtos movidos a eletricidade ainda esbarra em questões como as baterias pouco eficientes e o desconhecimento do produto. "Por enquanto essas empresas não têm visibilidade no mercado, mas a transição já está acontecendo, e teremos uma demanda mais expressiva por esses veículos em três anos", aposta Antonio Numes Júnior, diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
Agência Estado
São Paulo, 04 (AE) - A busca por combustíveis mais limpos e alternativas ao petróleo já fomenta uma indústria nacional de veículos elétricos. De modo ainda incipiente, pequenas e médias empresas estão apostando no potencial de mercado para motos e ônibus elétricos no Brasil. Fabricantes como Motor Z, de São Bernardo do Campo (SP), a Bramont, de Manaus, e a GPS Electric Movement, de Natal, já colocaram no mercado os primeiros exemplares de motos que podem ser abastecidas na tomada. Já a Eletra, também do ABC paulista, foi pioneira no desenvolvimento de ônibus híbridos, em 1998, e começa a ganhar mercado.
Um dos impulsos para esse mercado são os testes realizados por empresas do setor de energia, que se preparam para atender a um novo negócio - o suprimento de eletricidade para esses veículos. A CPFL Energia atualmente testa cinco veículos - um carro e quatro motos - totalmente movidos a eletricidade, usados para leitura e entrega de contas de energia. A empresa já tem prontos os protótipos dos "eletropostos" - pontos de recarga das motocicletas - e tem investido, junto a fabricantes, no desenvolvimento de baterias mais eficientes.
"Acredito que, dentro de cinco a dez anos, o Brasil terá uma frota consistente de veículos elétricos, e estamos nos preparando para isso", calcula Wilson Ferreira Junior, presidente da CPFL Energia. O fator limitante ainda é a pouca autonomia das baterias, que rodam até 50 quilômetros com uma carga. A Motor Z, pequena empresa do ABC paulista, lançou três modelos de motonetas elétricas, há oito meses.
Acaba de completar 1.000 unidades vendidas - a aposta é nos nichos de uso corporativo e consumidores com consciência ambiental. "Podemos dizer que já conquistamos 0,011% do mercado de motos nacional, partindo do zero absoluto", diz Paulo Rogério Fernandez, diretor executivo da Motor Z.
As motonetas custam entre R$ 3,7 mil - o modelo de 500W - e R$ 5,4 mil, a de 1.000 W de potência. A GPS Electric Movement, de Natal, tem o projeto da moto elétrica pronto há 14 anos. Foram lançados pilotos em 2003, mas só este ano as primeiras unidades chegaram ao mercado. A empresa tem uma linha de oito produtos elétricos e já atingiu a marca de 3.000 produtos vendidos, mas ainda esbarra em problemas de distribuição.
"É um produto novo, mas acreditamos que a demanda por veículos elétricos deve tomar corpo nos próximos anos", diz o engenheiro Sebastião Arruda, proprietário da GPS. A Eletra, também de São Bernardo do Campo, produz desde 1998 ônibus híbridos, movidos a eletricidade e diesel.
A empresa já tem 42 ônibus em circulação, todos na Grande São Paulo, e fornece sistemas de tração para 60 trólebus na cidade de Wellington, na Nova Zelândia. Também tem negociações em andamento com Portugal, Inglaterra, México e Chile. "O custo de aquisição de um ônibus híbrido ainda é 50% maior que o de um ônibus convencional, o que ainda inibe investimentos das empresas de transporte público", afirma Iëda Oliveira, gerente geral da Eletra.
O empenho dos fabricantes em desenvolver produtos movidos a eletricidade ainda esbarra em questões como as baterias pouco eficientes e o desconhecimento do produto. "Por enquanto essas empresas não têm visibilidade no mercado, mas a transição já está acontecendo, e teremos uma demanda mais expressiva por esses veículos em três anos", aposta Antonio Numes Júnior, diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
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